"Recebe o Evangelho de Cristo, que tens missão de proclamar.
Crê o que lês, ensina o que crês e vive o que ensinas.
Estas palavras convidam-nos a meditar no que consiste o ministério da pregação: para que serve e o que se requer do pregador. A pregação tem um objectivo: fazer nascer a fé no coração daquele que a escuta, porque “a fé surge da pregação”.
S. Paulo não tem dúvidas: a fé cristã não é uma realidade espontânea no coração do homem; ela não surge do mesmo modo que qualquer dos membros do nosso corpo. É certo que grande parte dos conhecimentos com que lidamos no quotidiano nos chegam por meio da “fé natural”, esse conhecimento certo e seguro, sem o qual grande parte da nossa vida seria impossível.
Como saberíamos quem é a nossa mãe, se não acreditássemos no que alguém nos disse? Como saberíamos que alguém é nosso amigo, a não ser por fé? Vemos os sinais da amizade, escutamos as palavras que o amigo nos diz; mas a amizade não a vemos: acreditamos nela.
É pois certo que, entre o conhecimento seguro da “ciência” e o que em nós é “opinião”, existe aquele outro modo de conhecer que provém do “acreditar”, que nos permite viver no quotidiano. Mas não é desta fé humana que o Apóstolo fala. Por nós, poderemos chegar à afirmação da existência de Deus; se usarmos devidamente a nossa razão, poderemos, até, saber que este Deus é o criador de tudo quanto existe, e que é um só. Mas não basta esse conhecimento a partir da natureza para fazer de qualquer ser humano um crente, um “homem de fé”.
S. Paulo não tem dúvidas: a fé cristã não é uma realidade espontânea no coração do homem; ela não surge do mesmo modo que qualquer dos membros do nosso corpo. É certo que grande parte dos conhecimentos com que lidamos no quotidiano nos chegam por meio da “fé natural”, esse conhecimento certo e seguro, sem o qual grande parte da nossa vida seria impossível.
Como saberíamos quem é a nossa mãe, se não acreditássemos no que alguém nos disse? Como saberíamos que alguém é nosso amigo, a não ser por fé? Vemos os sinais da amizade, escutamos as palavras que o amigo nos diz; mas a amizade não a vemos: acreditamos nela.
É pois certo que, entre o conhecimento seguro da “ciência” e o que em nós é “opinião”, existe aquele outro modo de conhecer que provém do “acreditar”, que nos permite viver no quotidiano. Mas não é desta fé humana que o Apóstolo fala. Por nós, poderemos chegar à afirmação da existência de Deus; se usarmos devidamente a nossa razão, poderemos, até, saber que este Deus é o criador de tudo quanto existe, e que é um só. Mas não basta esse conhecimento a partir da natureza para fazer de qualquer ser humano um crente, um “homem de fé”.
“Pela fé – diz o Concílio Vaticano II – o homem entrega-se total e livremente nas mãos de Deus” (DV 5).
Eis aqui lo em que consistea fé. Trata-se de uma entrega do homem nas mãos de Deus."

Sem comentários:
Enviar um comentário